Mundoca alerta as autoridades sobre risco do consumo de água no município de Pilão Arcado

mosaicoDo Ação PopularDevido ao baixo nível das águas do São Francisco, o município de Pilão Arcado, norte do Bahia, transformou o principal córrego em uma lagoa que atrai dejetos fecais que saem da rede de esgoto da comunidade de Passagem, e ainda, faz com que dezenas de animais, a exemplo de porcos transforme o ambiente em lama. Mas o principal problema é que naquele local funciona o sistema de captação do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) que abastece a cidade.

“São milhares de famílias que estão colocando suas vidas em risco consumindo água de cor preta e com mal cheiro. Antes, quando o rio estava no nível normal, o tratamento era péssimo, hoje é a vida da população que está em risco e necessita de uma ação urgente da Vigilância Sanitária, Ministério Público e DIRES para que possam tomar providências porque a autarquia é administrada pela prefeitura, o gestor tem conhecimento da gravidade da situação e não está nem aí e nem chegando para o que possa acontecer com a população”, alerta o senhor Mundoca.

Além dos porcos, outros animais circulam dentro do poço lançando seus dejetos a exemplo de cavalos, cachorros, gado, e ainda, pescadores jogam vísceras de peixes e lixo. “As pessoas de condições são obrigadas a comprarem água de carro-pipa ou então o garrafão de água mineral. O que pode ser feito com urgência é a transferência das bombas de sucção para a beira do rio para se evitar uma possível epidemia”.

Arcaico

O sistema de abastecimento da cidade foi construído em 1978 pela CHESF para abastecer 800 residências. Na época, houve a transferência dos moradores da cidade antiga para a atual devido a construção do Lago de Sobradinho. Hoje a cidade tem quase 7 mil famílias e o sistema está ultrapassado faltando água todos os dias em quase toda a cidade.

Projeto engavetado

Em 2008, o ex-deputado federal Edson Duarte (PV), apresentou projeto ao Governo Federal, através do Ministério da Integração Nacional, para que fosse construído um novo sistema de abastecimento. Ele colocou verba de emenda de sua autoria mas o valor não contemplou todo o projeto. Na época o prefeito era Roberto Martins, sendo que o seu sucessor, João Porfírio não deu prosseguimento em cobrar do governo o andamento da obra.

“Na época o projeto de execução do saneamento incluiu a construção do sistema de abastecimento e hoje nenhum dos dois foi pra frente por falta de interesse política da atual gestão. Apenas, parte do saneamento foi feito e hoje tudo está abandonado”, concluiu.

Fonte: Ação Popular

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