Governo da Bahia estuda adotar isolamento mais rígido para algumas cidades

Após bater o recorde do aumento diário de mortes e casos do novo coronavírus esta semana, o Brasil confirmou, ontem, 610 novos óbitos e 9.888 casos da doença. Com isso, o país soma 9.146 mortes e 135.106 infectados pela covid-19. O aumento diário nos números do novo coronavírus segue a escalada de crescimento desde terça, quando foram registradas 600 mortes de um dia para o outro pela primeira vez. Diante do cenário, o lockdown começa a se espalhar pelo país, chegando a 18 cidades de cinco estados. Primeiro estado do Sudeste a decretar o regime mais rígido de isolamento, Rio de Janeiro anunciou, ontem, a medida em Niterói e em Bangu.

Com 121 casos de coronavírus confirmados, o município de Ipiaú, Bahia,  pode entrar em lockdown, que significa o isolamento social obrigatório. A possibilidade foi confirmada pelo governador Rui Costa ontem quinta-feira (7) em entrevista à Rádio UESB FM.

“É real [possibilidade de lockdown]. Desde o início da pandemia, não tomamos medidas rigorosas e sim progressivas em cada região. A Bahia é muito grande, do tamanho da França. Podemos adotar uma medida de fechamento das cidades e hoje teremos uma reunião com o prefeito de Salvador para adotar em pontos da cidade. Estamos acompanhando outros lugares e a cidade de Ipiaú nos preocupa e poderemos tomar uma medida de fechamento. Estamos monitorando”, declarou.

 De acordo com dados da prefeitura de Ipiaú, além dos 121 casos, 50 aguardam resultado de exame e 370 casos são considerados suspeitos. Duas pessoas morreram por complicações da doença. Na iminência de adotar um isolamento social rígido, como tem definido o governador Paulo Câmara, o Governo do Estado debruçou-se sobre estudos que visam a encontrar a melhor forma de controlar com mais rigor o deslocamento das pessoas. 

No estado de Pernambuco a situação também é crítica. “O que a gente está estudando é qual é a melhor forma de controlar isso. Vai ter um controle”, observa o secretário de Planejamento, Alexandre Rebêlo. Diz que essa construção pode incluir um passo a passo necessário ao exercício de atividades essenciais, uma ação de esclarecimento, de orientação e de controle. Rebêlo explica que esse planejamento é baseado em três pontos: “controle mais efetivo da saída das pessoas de suas casas, de trânsito e de deslocamento entre áreas com maior ou menor contaminação”.

Ele explica que o estudo de medidas mais duras vem na esteira do seguinte cálculo: em março, o Estado alcançou 70% de isolamento e esse percentual caiu para casa dos 50%, oscilando a 52%, 53%, 55%, a depender do dia. Adverte que o pico pode se dar já na segunda quinzena de maio, ou pouco mais para frente, e que a queda no isolamento tem efeito direto na quantidade de leitos disponíveis.

Redação RedeGN

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