Motoristas fazem carreata em Salvador contra projeto de lei que regulamenta aplicativos

Motoristas de aplicativos fazem uma manifestação na manhã desta segunda-feira (30), em Salvador, contra o projeto de lei 28/2017, que regulamenta aplicativos de transporte individual pagos edeve ser votado na terça-feira (31), no Senado Federal.

Eles saíram em carreata pela faixa da direita, na orla de Armação, por volta das 9h30, deixando o trânsito intenso na região. Por volta das 11h30, o grupo passa na região da rodoviária, o que provoca congestionamento até as imediações da Avenida Paralela, sentido Centro. Eles pretendem terminar a manifestação em frente ao Shopping da Bahia.

O protesto é feito pela Associação dos Motoristas Profissionais de Aplicativos da Bahia, que diz representar condutores do Uber e 99POP. O representante da associação, Cláudio Roberto Sena, afirmou que o projeto de lei é uma tentativa de “estatização” dos aplicativos.

“Transforma em táxi e nós não queremos isso. Nós somos autônomos e táxi é um serviço público”, opinou. Segundo ele, parte dos motoristas fez uma paralisação das 6h às 11h desta segunda-feira, também em protesto contra o projeto de lei.

Em uma semana, este é o segundo protesto em Salvador contra o projeto de lei. Na última terça-feira (24), profissionais ligados ao Sindicato dos Motoristas por Aplicativo e Condutores de Cooperativas do Estado da Bahia (SIMACTTER-BA) fizeram carreata da avenida ACM até a Paralela.

Projeto

A proposta, aprovada em abril pela Câmara dos Deputados, determina que o serviço de transporte por meio de aplicativos deverá respeitar uma série de exigências. Entre elas estão vistorias periódicas nos veículos de transporte privado, idade mínima para os condutores e “ficha limpa” dos motoristas. Além disso, os carros deverão ter placa vermelhas e rodar com base em licença específica.

O texto é defendido pelos taxistas, que apontam concorrência desleal, e afirmam que a não regulamentação dos aplicativos “não é segura para usuários”. Já as empresas, como o Uber, afirmam que a proposta vai “inviabilizar o trabalho” e diz que a proposta traz uma “proibição velada” aos aplicativos.

G1

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