Acusação diz que Danilo Paes descumpre ordem judicial e quer filho do médico de volta à prisão

Acusação diz que Danilo Paes descumpre ordem judicial e quer filho do médico de volta à prisão

9 de janeiro de 2019 0 Por Por Lucas Nunes

advogado Carlos André Dantas, contratado como assistente de acusação do Caso Aldeia, entrou com pedido de revogação da liberdade provisória concedida a Danilo Paes, acusado de envolvimento na morte do próprio pai, o cardiologista Denirson Paes, em maio de 2018.

Solto desde o dia 21 de dezembro, após pagar fiança de R$ 5 mil, Danilo estaria descumprindo os termos impostos pela Justiça, afirma Carlos André Dantas. Através do advogado de defesa, Danilo estaria tentando reatar o contato com o irmão Daniel Paes.

Danilo também informou à Justiça que estaria na casa de Aldeia, onde aconteceu o crime. Mas o tabelião do Cartório de Camaragibe compareceu ao imóvel e fez uma ata notarial atestando que não tem ninguém residindo no local. “A justiça não sabe onde Danilo Paes está morando. É do dever do réu, quando solto, atualizar o endereço na secretaria da Vara. No entanto ele se apresentou e mentiu”, afirma Carlos André Dantas.
Em mensagem enviada pelo advogado de defesa, Rafael Nunes, ao também filho de Denirson – Daniel –  é informado que Danilo estaria na casa de um amigo, diferente do local informado à Justiça.

Na decisão da juíza da Primeira Vara Criminal da Comarca de Camaragibe, Marília Falcone, foi determinado que Danilo terá que comparecer mensalmente em juízo entre os dias 01 e 05 de cada mês para justificar suas atividades. Também proibiu Danilo de manter contato com as testemunhas, determinou que ele deve se recolher no período das 22h às 6h e entregar o passaporte no prazo de cinco dias após sua soltura.


Na decisão da juíza da Primeira Vara Criminal da Comarca de Camaragibe, Marília Falcone, foi determinado que Danilo terá que comparecer mensalmente em juízo entre os dias 01 e 05 de cada mês para justificar suas atividades. Também proibiu Danilo de manter contato com as testemunhas, determinou que ele deve se recolher no período das 22h às 6h e entregar o passaporte no prazo de cinco dias após sua soltura.

pedido de revogação da liberdade provisória foi protocolado na última segunda-feira  (7) e deve ser analisado pela juíza Marília Falcone.

Entenda o caso
Em meados do último mês de junho, teve início a investigação do desaparecimento do médico cardiologista Denirson Paes da Silva, 54 anos. A esposa dele, a farmacêutica Jussara Rodrigues Silva Paes, 55, alegou, em Boletim de Ocorrência registrado no dia 20 de junho que o marido teria viajado para o exterior e não havia retornado.

A delegada Carmem Lúcia desconfiou do envolvimento dos familiares no desaparecimento do médico e solicitou um mandado de busca e apreensão no condomínio em que eles moravam, em um condomínio de luxo localizado em Aldeia, Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Na busca policial, em 4 de julho, foram encontrados os primeiros restos mortais do médico na cacimba da residência. Para a polícia, havia indícios suficientes da participação de mãe e filho na ocultação do cadáver de Denirson. 

Em 5 de julho, Jussara e Danilo foram presos temporariamente suspeitos de ocultação de cadáver. Danilo foi encaminhado para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, também na RMR. Jussara, por sua vez, foi levada para a Colônia Penal Feminina do Recife.

Os três pedidos de habeas corpus feitos pela defesa de Jussara e Danilo foram negados. No último dia 20 de agosto, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou asfixia por esganadura como a causa da morte do cardiologista. Na última quarta-feira (29), o inquérito foi concluído e remetido pela delegada Carmem Lúcia ao Ministério Público de Pernambuco, também solicitando a prisão preventivamente da esposa e do filho, que foram indiciados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

No fim de agosto, a Polícia Civil de Pernambuco apresentou a conclusão do inquérito do caso, que foi enviado e aceito pelo Ministério Público. Jussara e Danilo foram apontados como culpados de matar Denirson por esganadura e jogar o corpo do médico na cacimba da casa. Segundo o inquérito, Jussara descobriu uma traição do marido no mesmo dia que o matou. Jussara segue detida na Colônia Penal do Bom Pastor, enquanto Danilo teve revogada, em dezembro, a prisão provisória.

Fonte: Folha PE