MP investiga prefeito de Fartura-PI por não pagar salário do vice-prefeito

O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) investiga denúncia feita pelo vice-prefeito Laênio Macedo (PSD) da cidade de Fartura do Piauí, a 568 km de Teresina. Segundo ele, o atual prefeito Permínio Pereira, o Dadu (PSB), se nega a pagar seus vencimentos de vice-prefeito desde quando tomou posse em 2013. Eleitos com pouco mais de 63% dos votos, os dois romperam politicamente três meses após serem empossados.

Inconformado com a situação e após várias cobranças, o vice-prefeito recorreu ao Ministério Público para intervir no caso. Em janeiro deste ano, a Promotoria de Justiça da Comarca de São Raimundo Nonato instaurou um inquérito civil para apurar a denúncia. Laênio alega que já são dois anos e um mês sem nunca ter recebido o salário.

Ao G1, o vice-prefeito disse que cansou de fazer cobranças ao ex-aliado. “Já cobrei diversas vezes verbalmente e também por telefone”, falou. Ele promete novas ações contra o gestor e afirmou que está juntando provas de várias outras irregularidades supostamente cometidas pelo prefeito.

“Deixei fluir e fui juntando provas. Tenho quatro denúncias para formalizar no Ministério Público e vou procurar inclusive a Polícia Federal”, garantiu. O salário atual do vice-prefeito na cidade de Fartura do Piauí é estipulado em R$ 4.250 mensais. Se somados todos os meses, a prefeitura deve atualmente mais de R$ 106 mil ao vice-prefeito.

“Eu não quero nenhum outro centavo do dinheiro público de Fartura, quero apenas o que tenho direito previsto em lei”, desabafou Laênio Macedo. O político ainda acusa o prefeito de não prestar contas da prefeitura ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) desde o ano passado.

O G1 entrou em contato com o promotor Leonardo Dantas Cerqueira, responsável pelo caso na Comarca de São Raimundo Nonato, mas ele preferiu não comentar o caso porque ainda não recebeu a documentação solicitada ao prefeito no inquérito. A reportagem tentou, por diversas vezes, contato com o prefeito Permínio Pereira para ele comentar as denúncias do vice-prefeito e o inquérito aberto pelo Ministério Público, mas as ligações foram direcionadas à caixa postal.

G1/PI

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