Prefeito é preso por desviar R$ 90 milhões de fundo previdenciário do município 

Os coordenadores do Sindicato dos Servidores do Cabo de Santo Agostinho vão pedir à Justiça que sejam devolvidos os R$ 90 milhões retirados do Instituto de Previdência do Cabo (Caboprev) para aplicações em outro fundo de previdência. Na sexta-feira (19), o prefeito do município, no Grande Recife, Lula Cabral (PSB), foi preso pela Polícia Federal (PF) acusado de fazer parte de um esquema responsável pelo desvio desse dinheiro. (Veja vídeo acima)

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Servidores Públicos do Cabo, Carlos Augusto Pereira, a entidade vai entrar com um processo judicial pedindo a devolução dos valores. “A gente está atento. Temos três advogados e vamos ficar cobrando. Queremos nosso dinheiro de volta”, disse.

Por meio de nota, o presidente do Caboprev, José Fernandes de Moura, informou que o Caboprev está apoiando as autoridades policial e judicial, além dos ministérios públicos estadual e federal, para os esclarecimentos dos fatos investigados na Operação Abismo.

No documento, José Fernandes de Moura também disse que, em virtude da decretação de segredo de Justiça do processo, não cabe mais quaisquer informações que tenham correlação com a investigação.

No Cabo, as informações de que o prefeito da cidade tinha sido preso e os R$ 90 milhões do fundo previdenciário dos servidores teriam sido transferidos geraram muitos comentários. Os fundos também colocam em risco a futura aposentadoria dos servidores, porque não há perspectiva de rentabilidade nesses ativos.

A professora Maria Emília Mota, por exemplo, lamentou o caso. “É lamentável e muito vergonhoso. Eu mesma, como moradora do Cabo de Santo Agostinho, estou muito envergonhada com tudo isso”, afirma.

Algumas pessoas, por outro lado, acreditam na inocência de Lula Cabral, como é o caso da professora Walkíria Passos.

“A gente fica muito triste, mas tenho certeza de que ele [Lula Cabral] vai provar a inocência, porque ele é um excelente administrador, uma pessoa muito humana. E é inacreditável que ele seja arrolado num processo desse”, disse.

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