Presa suspeita de matar esposo, Jussara Rodrigues fala pela primeira vez e diz que sabe quem matou médico

Jussara Paes, principal suspeita de matar e esquartejar o corpo do marido, o médico Denirson Paes, em Aldeia, Camaragibe, concedeu uma entrevista exclusiva para o Notícias da Manhã, da TV Jornal. A farmacêutica está presa na Colônia Penal Feminina, e falou pela primeira vez sobre o caso.
A jornalista Anne Barreto, apresentadora do programa, foi até Jussara para saber a versão dela sobre o crime. Depois de quase 50 dias presa, ela chegou acompanhada do advogado á sala da diretoria, onde foi realizada a entrevista.

A ENTREVISTA:

Viagem para o exterior
Jussara Rodriguês contou que a última vez em que conversou com o marido, antes de ele sair de casa e ir ao apartamento do casal, foi no dia em que a polícia acredita que ele foi assassinado. “Ele levou a mala. Ficaria até embarcar, ir para o aeroporto, e de lá iria sozinho para Miami”, afirma. Perguntada sobre o motivo da viagem, ela disse que era para comemorar os 30 anos de casamento do casal, completados em fevereiro.
A farmacêutica, no entanto, não realizou a viagem. Ela disse que o motivo foi que o filho mais velho estava com crise de ansiedade e síndrome do pânico. A viagem seguiria do dia 2 a 12 de junho. Perguntada sobre a demora para registar o desaparecimento do marido, o que só aconteceu no dia 20, ela disse que isso já tinha acontecido antes. “Ele já tinha feito isso duas vezes. Ele tinha viajado para o exterior. Três dias antes, ele me chamou e disse: “Se me der na cabeça, de lá eu vou até a Rússia, acompanhar os jogos da Copa do Mundo” explica.

Contradições
Jussara disse que, junto com o filho mais velho, também suspeito, insistiu e mandou muitas mensagens, sem nenhum retorno. “Aí quando foi dia 18, eu liguei para a minha cunhada, não aguentei mais, Conversei com a família”, relata. Apesar de afirmar que só desconfiou que havia algo errado a partir do dia 18 de junho, Jussara se contradiz durante a entrevista, e também diz que já estava desconfiada de um possível desaparecimento, no dia 31 de maio.
“No dia 31, eu sai era mais ou menos 16:h, com Danilo, porque eu estava sem cabeça, devido ao desaparecimento do meu marido”, diz. Questionada sobre já imaginar que ele tinha desaparecido, no dia 31, ela diz que não. “Dia 31 eu tentei fazer contato, mas até então eu estava tranquila de que ele ia ficar lá. Ele tinha saído de manhã e de lá ia viajar. Tinha levado as malas”.

Depoimento do porteiro
A polícia não encontrou nas câmeras do condomínio imagens do médico saindo no dia 31 de maio. Mas nesse dia tem registro que Denirson pegou um boleto na portaria. No entanto, em depoimento, um dos porteiros disse que a esposa do médico alterou a data do registro para junho. Sobre isso, Jussara conta:
“Eu subi na guarita e estava esse e o outro. Aí o boleto do condomínio: “Não, dona Jussara, Dr Denirson pegou dia 01/06. Aí eu disse errado, dia 06/06, Denirson já estava no apartamento, que ele ia viajar do dai 1 para o dia 2. Aí eu senti que ele ficou meio estranho. Ele mesmo pegou a caneta, e alterou a data”.

Separação
Uma das hipóteses que a polícia trabalha é que uma possível separação tenha motivado o crime. Em depoimento, o filho mais novo do casal Daniel Paes, afirmou que a última conversa com o pai foi dia 30 de maio, e que naquela noite, o médico Denirson paes falou sobre uma possível separação. Sobre isso, ela justificou que o marido era instável. “Não existia [separação]. Denirson dizia uma coisa, e 5, 10 minutos depois, “desdizia”, afirma.

Filho suspeito
Sobre o relacionamento do cardiologista com o filho mais velho, Danilo Paes, também suspeito de ter participado do crime, ela diz. “O que mais me dói, porque acusar o meu filho mais velho? O amor entre eles era indiscutível, incondicional.”

Fonte: TV Jornal

 

 




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